Prefiro ônibus a carro

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Um dos motivos de preferir ônibus a carro, para me locomover diariamente, é o tempo que posso dedicar a leitura. Sobretudo nos horários de evasão coletiva. Por isso, sempre carrego um livro em minha mochila. É óbvio que a leitura depende muito do veículo que pegamos, do motorista e do itinerário percorrido. Há ônibus, cujo chão é aquela chapa xadrez de alumínio, que se assemelham ao Samba (brinquedo de parque de diversão que é um pandeiro gigante com assentos na beirada e que se movimenta conforme a música). A falta de atrito faz com que os passageiros se locomovam igual a um sabonete molhado sobre o azulejo. [Ler mais …]

O homem de preto

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Após tomar um tapa de Eu sei, mas não devia de Marina Colasanti resolvi almoçar no parque municipal de Belo Horizonte para ver a vida. Fui ao Subway e comprei um sanduíche. Peguei a Bahia, cruzei Afonso Pena e desci os degraus do parque. Tal fauna, submersa ao quarteirão, é uma peça verde desgarrada do quebra cabeça de paisagem urbana. Um homem sentado na grama observa o andar pescoçal dos pombos. Nos bancos de madeira que encurralam o coreto, pessoas descansam a sombra e quaram, adquirindo vitamina D. Num dos bancos, há um homem negro de roupas pretas deitado. Escolho o coreto como refeitório pela altura, não só para ter mais visão do entorno, mas também por ser arejado. [Ler mais …]

Palmeiras profilático

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O futebol ingressa na vida de homens e mulheres na maioria das vezes através do pai. O time é o cordão umbilical que comunicará o pai ao filho para o resto da vida. Meu pai me deu a primeira camisa do Palmeiras quando eu tinha seis anos, em 1994, ano em que o Palmeiras seria bicampeão brasileiro sobre o Corinthians. Em verde escuro e listrada de branco, recordo que era de um tecido grosso, muito quente e que quando eu me aproximava da tela da televisão ele acarrapichava e estralava, como os cabelos do braço. [Ler mais …]